sábado, 14 de abril de 2012

Porcos e diamantes.



Ontem apanhei-o a meio na tv. Escusado será dizer que fui muito feliz, como sempre, e que este é um daqueles filmes que estará sempre no meu TOP 10. Bem hajas, Guy Ritchie!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Ah, é verdade

Isto enche-me o coração.




(se alguém estiver interessado em ajudar, deixe comentário ou envie um email para micsantos4@gmail.com)

The Black Keys.

Estou capaz de matar por este concerto. A ideia agora é, do alto do meu desemprego, juntar um eurito por dia para ir ao Atlântico no dia 27 de Novembro. Conseguindo, dentro de 36 dias sou uma mulher feliz. Muito, muito feliz.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Pirose

O que mais me preocupa nem é o cartaz do Optimus Primavera Sound ou o cartaz dos últimos dois dias do Optimus Alive. Não. Isso massacra-me, mas não é o pior. O que realmente me preocupa é que ainda falta o cartaz do Paredes de Coura, o que portanto significa que a minha azia tenderá a aumentar.

Eu lá mereço isto.

terça-feira, 13 de março de 2012

Upside down.

De há uns anos para cá que algo me incomoda e me inspira alguma preocupação até. Não é uma coisa de que me lembre diariamente ou que me dê dias mais tristes, mas não deixa de ser uma questão com peso suficiente para vir aqui parar.

Desde que ouço a Sit Down, dos James, que é praticamente desde sempre porque ela é só um ano mais nova que eu, que ouço as pessoas à minha volta (TODAS, JURO) a cantar "upsideee down, upside dowwnn, upside downnn, sit down next to me". Nunca ouvi ninguém cantar "oh sit down, oh sit down, oh sit down, sit down next to me" que é, portanto, a forma correcta. N-u-n-c-a. E apesar de me apetecer sempre dizer "é sit down, não é upside down, porra", não digo. Fico a pensar por que raio há-de alguém cantar "de pernas pro ar, de pernas pro ar, de pernas pro ar, senta-te ao pé de mim".

E deixo-me estar. Há anos. Merda.

terça-feira, 6 de março de 2012

Millenium.



Andei a engonhar um bocado com este volume 2 da saga Millenium do Stieg Larsson. As primeiras 200 e tal páginas estive ali num vai não vai. Estava a ser giro, que até estava, mas nada muito por aí além, tipo que me deixasse a arfar de contentamento e com o cérebro aos pulinhos. Felizmente, e finalmente, a trama adensou-se e ontem já tive que fazer um grande esforço para pousá-lo e dormir. Pois é, que há vida para além disto.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Destorce, destorce, destorce

Eu nem tenho grande prazer nisso (ou pelo menos tenho muiiito raramente), mas sou um bocadinho nazi em certas e determinadas questões.

E se há coisa que me tira do sério é esse grupinho de parasitas, a que nem chamo minoria porque eles já são mais que as mães, constituído pelos tão úteis e convenientes arrumadores de carros.

A sério, quem é que no seu perfeito juízo vê alguma utilidade ou lógica na existência de um arrumador de carros num parque de estacionamento (ou noutro sítio qualquer)? Só mesmo alguém com mais droga que sangue no corpo.

É que, tanto quanto vejo, quanto vemos todos, eles não criam lugares. As criaturas limitam-se a apontar os lugares que nós, sem aqueles estupores (para não lhes chamar montes de esterco), veríamos na mesma. E gesticulam, gesticulam muito, berram, fazem 30 por uma linha, dão dicas de estacionamento e, no fim, ainda ficam à espera que lhes paguemos. E agem como se tivessem, de facto, esse direito. Como se tivessem sido indispensáveis e tivessem estudado uma vida para essa árdua tarefa que é a de indicar lugares vazios. E se não pagamos, chamam-nos nomes e decoram-nos o carro e a cara. E se damos só 20 cêntimos é porque somos isto e aquilo.

Hitler, se me estás a ouvir, eu acho que foste má pessoa! Foste cruel, fútil e mimado. Mas, se tivesses um tempinho, achas que dava para passar por cá e limpares o sebo a uns, sei lá, 500 arrumadores? Só para nos aliviares um bocado. E, já agora e se não for pedir muito, há uns ciganos que andam a roubar arcas frigoríficas a avós de amigas minhas, ali nas Gafanhas. Bom, se puderes, dá lá um saltinho também, sim?

(Isso ou um governo que solucione este problema, que não só irrita como é perigoso, algo que já foi feito noutros países.)

Tempo livre

Sabes que tens demasiado tempo livre quando vês, na íntegra, o vídeo da orgia do José Castelo Branco.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Transtorno obsessivo-compulsivo

Isto de ter carta, carro e toda uma nova independência é muito giro, que é, mas vai dar-me cabo da paciência. E olhem que eu já não uma pessoa dotada de grande dose disso.

Há uma parte de mim que não acredita que eu, uma mulher feita, seja suficientemente consciente e responsável para ter um carrinho nas mãos.

Primeiro: conduzir de noite é o bom e o bonito! Eu não sei se sou só eu, mas tenho a sensação de que me vão aparecer gatos na estrada, a correr e de olhos vermelhos e que eu, claro, vou esmigalhá-los sem compaixão. Ou veados. Também já me passaram pela cabeça vários veados a atravessar a nacional 109, essa via particularmente conhecida pelo aparecimento de animais selvagens durante as noites mais frias.

Isso e quando estaciono o carro, que verifico tudo pelo menos 59 vezes, saio do carro e passo os minutos, senão horas, seguintes, a pensar que deixei o carro destravado, ou as luzes ligadas, ou alguma mudança engatada, ou o carro aberto, ou porra que o valha!

Agora, enquanto vos escrevo, vai-se-me um tal desconforto na alma que só tenho vontade de sair do quente do meu quarto para ir confirmar que está tudo bem com o carrinho. E isto tudo com a tal banheira (confesso que até já a acho fofinha e temos sido felizes juntas) da minha mãe. Imaginem quando for um carro meu. Mas imaginem só vocês, que eu não tenho coração para isso.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Há coincidências

Hoje estive toda a tarde numa daquelas neuras de gaja. Não me apetecia estar em casa (eu, que dou tanto valor a passar o Domingo enrolada a ver TV), mas também não sabia bem o que queria fazer. A bem dizer, estava com um look miserável, com o cabelo todo nojentinho, o ar de quem não se vê ao espelho há 23 dias e umas dores ainda mais de gaja que as próprias neuras.

Decidi prosseguir com todo este degredo e vesti-me mal e porcamente para ir comprar um perfume. Como ainda sou, segundo o meu progenitor, uma maçarica a conduzir, não me aventuro sozinha na carrinha, vulgo banheira, da minha mãe, e vai daí fui apanhar um autocarro que supostamente passaria às 18h. Mas depois, percebi eu, tarde demais, não às 18h de hoje.

Pois bem que fiquei ali naquele estado deprimente, gelada e maldisposta, a ouvir música ainda mais deprimente, durante quase uma hora, numa paragem de autocarro sombria. Isto tudo não teria piada nenhuma não fosse ter aparecido, de repente, em plena nacional 109, uma espécie de escolta nazi, na frente uma mota com sidecar com um senhor vestido de Hitler, outros tantos homens com ar de nazis fardados de forma estranha, em motas e carros ainda mais estranhos. Está bem que é Carnaval, mas eu senti-me no meio de toda uma Alemanha nazi.

Isto podia ficar por aqui, que podia, sem grande piada e sem nada de extraordinário, mas não fica. Pois que entretanto apanhei uma milagrosa boleia com uma amiga e comentei todo este cenário de extrema-direita em plena cidade de Ílhavo. O padrasto da minha amiga, como se nada disto fosse estranho, e para ele não era mesmo, disse logo: "ah, isso é o que fazem todos os anos, no Carnaval, o engenheiro XIS (não vou dizer o nome dele, que parece mal) e os amigos!", e respondo eu, prá minha vida, "o engenheiro XIS que é examinador do IMTT?", "sim, esse", diz ele, "ah, é que foi ele que me fez o exame de condução na quinta-feira", remato eu.

E foi isto. Agora consigo imaginar o meu examinador vestido de Hitler a plantar cebolos e a não nascer nenhum.

Claro que há coincidências. E não são poucas.